COMO ADIVINHAR O FUTURO
Juros e Juros\uparrow ]
[ \downarrow]
[ Crédito\ mais\ caro ]
[ \downarrow ]
[ Construção\downarrow ]
[ \downarrow ]
[ Demanda\ por\ materiais\downarrow ]
[ \downarrow ]
[ Estoques\uparrow ]
[ \downarrow ]
[ Preço\downarrow ]
Relação defasada
A causa aparece agora e o efeito somente depois.
Podemos escrever:
[ X_t\rightarrow Y_{t+k} ]
onde:
(t) = momento presente;
(k) = atraso temporal.
Exemplo
[
Investimento_t\rightarrow Capacidade_{t+24meses}
]
Portanto, tempo faz parte da relação causal.
UNIDADE 9 — O MUNDO NUMÉRICO
Enunciado 7
O Mundo Numérico contém aquilo que pode ser contado, medido, registrado e comparado.
Exemplos:
produção;
estoque;
consumo;
custo;
preço;
juros;
lucro;
renda;
volume;
capacidade;
tempo.
O Mundo Numérico responde:
quanto?
quanto mudou?
com que velocidade?
durante quanto tempo?
com que frequência?
em que proporção?
Exemplo
[ Estoque_t=1000 ]
Depois:
[ Estoque_{t+1}=850 ]
Variação:
[ \Delta Estoque=850-1000=-150 ]
Variação relativa:
[ \frac{-150}{1000}=-15% ]
Isso é Mundo Numérico.
Mas ainda não sabemos o que as pessoas farão diante disso.
UNIDADE 10 — O MUNDO DO COMPORTAMENTO
Enunciado 8
O Mundo do Comportamento contém a forma pela qual as pessoas interpretam os fatos e transformam essas interpretações em ações.
Nele encontramos:
desejo;
medo;
expectativa;
confiança;
importância atribuída;
compulsão;
aversão;
interpretação;
imitação;
pertencimento.
Exemplo
O fato numérico é:
[ Preço\downarrow20% ]
Pessoa A:
“Está barato.”
Resultado: [ Compra ]
Pessoa B:
“Existe algum problema que desconheço.”
Resultado:
[ Venda ]
Pessoa C:
“Não consigo interpretar.”
Resultado:
[ Espera ]
Conclusão
O número é o mesmo.
O comportamento não.
UNIDADE 11 — A PONTE ENTRE OS DOIS MUNDOS
O mercado pode ser representado assim:
[ Mundo\ Numérico \rightarrow Mundo\ do\ Comportamento \rightarrow Ações \rightarrow Novos\ Números ]
Depois:
[ Novos\ Números \rightarrow Novo\ Comportamento \rightarrow Novas\ Ações ]
Temos um ciclo.
Princípio
O Mundo Numérico mede fatos. O Mundo do Comportamento transforma fatos percebidos em decisões. As decisões retornam ao Mundo Numérico como novos fatos.
UNIDADE 12 — O PREÇO
Enunciado 9
O preço é uma saída produzida pela interação entre participantes.
Podemos escrever genericamente:
[ P_t=F(D_t,O_t,E_t,C_t,K_t,R_t,X_t,...) ]
onde:
(P) = preço;
(D) = demanda;
(O) = oferta;
(E) = estoque;
(C) = custos;
(K) = capacidade;
(R) = restrições;
(X) = outros fatores.
Mas essa equação ainda é incompleta para previsão.
Por quê?
Porque precisamos descobrir:
de onde veio a demanda?
UNIDADE 13 — DE ONDE VEM A DEMANDA?
Enunciado 10
Demanda não é uma causa única. É o resultado agregado de diversas forças.
Uma pessoa pode comprar por:
necessidade;
uso;
desejo;
medo;
expectativa;
status;
pertencimento;
memória;
especulação;
antecipação;
segurança.
Podemos representar conceitualmente:
[ D_i=f(U,N,D,M,E,S,P,R,...) ]
onde:
(U) = utilidade;
(N) = necessidade;
(D) = desejo;
(M) = medo;
(E) = expectativa;
(S) = significado;
(P) = pertencimento/prestígio;
(R) = recursos.
Princípio
Oferta e demanda explicam o mecanismo imediato do preço. Para prever o preço precisamos investigar as forças que produzem oferta e demanda.
UNIDADE 14 — IMPORTÂNCIA ATRIBUÍDA
As pessoas não atribuem o mesmo valor às mesmas coisas.
Podemos representar:
[ I_i(x,t) ]
como a importância atribuída pela pessoa (i) ao objeto (x) no tempo (t).
Essa importância pode mudar mesmo que o objeto não mude.
Exemplo
Uma fotografia fisicamente simples pode possuir:
valor material baixo;
valor afetivo enorme;
valor histórico elevado;
valor de mercado elevado.
O objeto físico permanece quase igual.
A atribuição humana de valor muda.
UNIDADE 15 — COMPULSÃO E AVERSÃO
Compulsão — C
Força populacional de:
aquisição;
aproximação;
retenção;
valorização.
Aversão — A
Força populacional de:
rejeição;
afastamento;
venda;
desvalorização.
Importante
Compulsão e Aversão podem coexistir.
Exemplo:
[ C=90 ]
[ A=85 ]
UNIDADE 16 — SALDO E TENSÃO
Podemos calcular:
[ S=C-A ]
onde (S) representa o saldo direcional.
No exemplo:
[ S=90-85=5 ]
Mas considere:
[ C=10 ]
[ A=5 ]
Também teremos:
[ S=10-5=5 ]
O saldo é igual.
Mas os mercados são diferentes.
Por isso podemos criar:
[ T=C+A ]
onde (T) representa a tensão comportamental.
Primeiro mercado:
[ T=90+85=175 ]
Segundo:
[ T=10+5=15 ]
Interpretação
Mesmo saldo.
Intensidades completamente diferentes.
UNIDADE 17 — SUBPOPULAÇÕES E CHOQUE
Uma média populacional pode esconder conflito.
Considere:
Grupo 1
[ C_1=90 ]
[ A_1=10 ]
Grupo 2
[ C_2=10 ]
[ A_2=90 ]
A média pode sugerir equilíbrio.
Mas existe forte oposição interna.
Conceito
O modelo deve observar:
média;
dispersão;
distribuição;
tamanho dos grupos;
polarização;
direção;
intensidade.
Princípio
A média mostra o centro da população. A distribuição pode mostrar a guerra escondida dentro da média.
UNIDADE 18 — O FATO EXTRAORDINÁRIO
Enunciado 11
Um fato extraordinário é extraordinário em relação a uma ordem de referência.
Se determinado fenômeno se torna:
frequente;
permanente;
recorrente;
ele tende a deixar de ser classificado como extraordinário.
Consequência lógica
Temos dois caminhos principais:
[ Extraordinário\rightarrow Normalização ]
ou:
[ Extraordinário\rightarrow Mudança\ de\ Regime\rightarrow Novo\ Ordinário ]
UNIDADE 19 — FATO DE EXCEÇÃO
Se um fato extraordinário produz determinado efeito, esse efeito pode ser um fato de exceção.
Exemplo:
[ Escassez\ extraordinária ]
[ \downarrow ]
[ Preço\ extraordinário ]
[ \downarrow ]
[ Margem\ extraordinária ]
[ \downarrow ]
[ Lucro\ extraordinário ]
Regra
Um efeito derivado de condição extraordinária deve ser tratado como excepcional enquanto não demonstrarmos que adquiriu sustentação estrutural própria.
UNIDADE 20 — O ERRO DE PROJETAR A EXCEÇÃO
Suponha que uma empresa normalmente lucre:
[ L=1 \ bilhão ]
Durante uma condição extraordinária:
[ L=4 \ bilhões ]
O erro seria simplesmente projetar:
[ 4\rightarrow4\rightarrow4\rightarrow4 ]
Precisamos perguntar:
A causa que produziu os 4 bilhões continua existindo?
Se não: a projeção provavelmente está usando uma exceção como se fosse normalidade.
UNIDADE 21 — FILTRO DE EXTRAORDINARIEDADE
Antes de classificar um fenômeno como extraordinário, precisamos aplicar um filtro.
Podemos conceber:
[ FE=f(R,M,D,C,G) ]
onde:
(R) = raridade;
(M) = magnitude;
(D) = duração;
(C) = característica extraordinária da causa;
(G) = regime de referência.
Perguntas do filtro
O acontecimento é realmente raro?
Qual a distância em relação ao comportamento normal?
Qual sua intensidade?
Quanto fenômenos semelhantes duraram?
Existe causa excepcional?
O regime atual é comparável ao histórico?
Pode estar ocorrendo mudança de regime?
UNIDADE 22 — ÍNDICE DE ESTADO EXTRAORDINÁRIO
Uma formulação inicial pode ser:
[ IEE=f(I,F,D,S) ]
onde:
(I) = intensidade do desvio;
(F) = frequência;
(D) = duração;
(S) = força de sustentação.
Importante:
Um estado não volta ao normal simplesmente porque é extraordinário.
Ele muda quando:
a causa desaparece;
surgem forças contrárias;
o próprio sistema responde;
ou ocorre mudança estrutural.
UNIDADE 23 — ESTATÍSTICA E PERMANÊNCIA DO SISTEMA
Enunciado 12
Uma estatística histórica somente possui poder preditivo enquanto as características relevantes do sistema que a produziu permanecerem suficientemente estáveis.
Suponha:
[ P(E|S_0)=2% ]
Isso significa:
o evento (E) ocorreu com determinada probabilidade dentro do sistema (S_0).
Se o sistema muda:
[ S_0\rightarrow S_1 ]
não podemos simplesmente afirmar:
[ P(E|S_1)=2% ]
Princípio da Permanência do Sistema
[ Dados\ Passados + Sistema\ Estável \Rightarrow Probabilidades\ Futuras\ Estimáveis ]
Mas:
[ Sistema\ Alterado \Rightarrow Distribuição\ Histórica\ Possivelmente\ Inválida ]
UNIDADE 24 — OSCILAÇÃO OU MUDANÇA DE REGIME?
Essa distinção é fundamental.
Oscilação
O sistema continua essencialmente o mesmo.
As variáveis mudam dentro dele.
Mudança de regime
Mudam características que produziam as distribuições anteriores.
Exemplos:
tecnologia;
concorrência;
legislação;
capacidade;
custos estruturais;
comportamento dos consumidores;
sistema financeiro;
substitutos.
Pergunta obrigatória
Antes de usar uma série histórica:
O mundo que gerou essa série ainda existe de forma suficientemente semelhante?
UNIDADE 25 — FREQUÊNCIA E PROBABILIDADE
Se um fenômeno ocorreu:
[ 5 ]
vezes em:
[ 1000 o ]
situações comparáveis, podemos estimar:
[ P(E)\approx\frac{5}{1000}]
Logo:
[ P(E)\approx0,005 ]
ou:
[ 0,5% ]
Mas essa frequência somente continua relevante se o sistema gerador permanecer comparável.
UNIDADE 26 — POR QUE ALGUMAS PREVISÕES PARECEM MÁGICAS?
Considere:
“Este setor terá forte queda de lucros em dezoito meses.”
Sem explicação, parece extraordinário.
Agora observemos:
[ Escassez \rightarrow Preço\uparrow \rightarrow Lucro\uparrow \rightarrow Investimento\uparrow ]
Depois:
[ Investimento\uparrow \rightarrow Capacidade\uparrow \rightarrow Oferta\uparrow \rightarrow
Escassez\downarrow ]
Finalmente:
[ Escassez\downarrow \rightarrow Preço\downarrow \rightarrow Margem\downarrow \rightarrow Lucro\downarrow ]
A previsão aparentemente fantástica passou a ser explicável.
Princípio
O que parece magia pode ser apenas uma cadeia causal que ainda não é percebida pelas outras pessoas.
UNIDADE 27 — DISTÂNCIA ENTRE PROBABILIDADE E ENTENDIMENTO DAS PESSOAS
Podemos imaginar duas grandezas distintas.
Probabilidade do fato
[ P(F) ]
Quanto é provável que o acontecimento ocorra?
Capacidade das pessoas de antecipá-lo
Podemos chamar provisoriamente de:
[ EC(F) ]
Entendimento Coletivo das Pessoas sobre o fato.
Quando:
[ P(F)\ alto ]
e:
[ EC(F)\ baixo ]
temos um acontecimento altamente provável que poucas pessoas conseguem perceber.
É justamente nessa região que uma previsão pode parecer extraordinária.
UNIDADE 28 — CADEIAS DE PREVISÃO
Podemos construir:
[ A\rightarrow B\rightarrow C\rightarrow D ]
Se conhecemos (A), estimamos (B).
Se (B) ocorre, recalculamos (C).
Depois:
[ P(D|A,B,C) ]
A previsão deve ser continuamente atualizada.
Não fazemos uma previsão e a abandonamos.
Fazemos:
observar
→ prever
→ receber novo fato
→ atualizar
→ recalcular
UNIDADE 29 — PRINCÍPIO BAYESIANO DO MODELO
De maneira simplificada:
[ P(H|E)\propto P(E|H)\times P(H) ]
onde:
(H) = hipótese;
(E) = nova evidência.
Traduzindo:
a probabilidade de uma hipótese deve ser atualizada quando chegam novas evidências.
Assim:
[ Previsão_0 \rightarrow Novo\ Fato \rightarrow Previsão_1 \rightarrow Novo\ Fato \rightarrow Previsão_2 ]
UNIDADE 30 — O GRAU DE CONFIANÇA
Uma previsão não deve receber um grau de confiança maior que sua cadeia causal suporta.
Considere:
[ A\rightarrow B\rightarrow C\rightarrow D ]
Se uma das relações é muito incerta, a previsão final precisa refletir essa incerteza.
Podemos representar conceitualmente:
[Confiança(D)\leq menor\ confiança\ crítica\ da\ cadeia ]
Não devemos esconder incerteza por trás de precisão numérica artificial.
UNIDADE 31 — O MODELO GERAL
A arquitetura do Estudo de Previsões pode ser organizada assim:
FATO OBSERVADO
↓
DECOMPOSIÇÃO
↓
CAUSAS
↓
PARTICIPANTES
↓
VARIÁVEIS
↓
INVARIANTES
↓
RESTRIÇÕES
↓
RELAÇÕES DIRETAS
↓
RELAÇÕES INDIRETAS
↓
DEFASAGENS
↓
TESTE DE PERMANÊNCIA DO SISTEMA
↓
MUNDO DO COMPORTAMENTO
↓
COMPULSÃO / AVERSÃO
↓
AÇÕES
↓
OFERTA / DEMANDA
↓
PREÇO / LUCRO
↓
NOVOS FATOS
↓
ATUALIZAÇÃO DAS PROBABILIDADES
↓
PREVISÃO
UNIDADE 32 — FUNÇÃO GERAL DE PREVISÃO
Podemos representar o sistema conceitualmente como:
[P(F_{t+n})= f(X_t,K,R,C,B,S,H)]
onde:
(X_t) = estado atual;
(K) = invariantes;
(R) = relações causais;
(C) = condições e restrições;
(B) = comportamento;
(S) = estado do sistema;
(H) = histórico.
O resultado não precisa ser um único número futuro.
Pode ser uma distribuição:
[F_1=15%]
[F_2=60%]
[F_3=20%]
[F_4=5%]
Assim:
[\sum P(F_i)=1]
ou:
[100%]
UNIDADE 33 — PREVISÃO DE MERCADOS
Em mercados, podemos organizar quatro grandes famílias.
1. Fundamentos materiais
produção;
estoques;
capacidade;
consumo;
custos;
logística;
matéria-prima.
2. Forças econômicas
juros;
crédito;
câmbio;
renda;
liquidez;
substituição;
investimentos.
3. Forças populacionais
expectativa;
Compulsão;
Aversão;
importância atribuída;
polarização;
percepção.
4. Dinâmica temporal
causas;
efeitos;
defasagens;
ciclos;
oscilações;
feedback;
mudanças de regime.
UNIDADE 34 — A PERGUNTA CORRETA
Em vez de perguntar apenas:
“Quanto valerá?”
perguntamos:
Quais forças estão atuando?
De onde vieram?
Quais são suas causas?
Quais variáveis estão mudando?
Quais invariantes restringem essas mudanças?
Qual a direção das forças?
Quanto tempo seus efeitos costumam levar?
O sistema atual é comparável ao histórico?
Como as pessoas estão reagindo?
Quais futuros essas condições eliminam?
Quais futuros permanecem?
Qual a probabilidade de cada um?
UNIDADE 35 — DEFINIÇÃO FINAL DE PREVISÃO
Podemos agora formular:
DEFINIÇÃO
Prever é reduzir racionalmente o campo do possível pela identificação de constantes, invariantes, restrições, relações causais, frequências, proporções, comportamentos e padrões estáveis existentes dentro daquilo que varia.
UNIDADE 36 — A REGRA-MÃE
O segredo da previsão segura é achar a constante dentro da variável que se apresenta.
A frase não significa que todas as coisas possuem uma constante simples.
Significa procurar aquilo que:
permanece;
restringe;
ordena;
limita;
repete;
relaciona;
condiciona;
o comportamento daquilo que muda.
UNIDADE 37 — A SEGUNDA REGRA-MÃE
O futuro pode ser previsto não apenas descobrindo o que provavelmente acontecerá, mas eliminando aquilo que não pode acontecer dadas as condições existentes.
Portanto:
[ Invariantes\RightarrowRestrições]
[Restrições\RightarrowRedução\ dos\ futuros]
[Redução\ dos\ futuros\RightarrowMaior\ capacidade\ preditiva]
UNIDADE 38 — A TERCEIRA REGRA-MÃE
Nenhuma estatística passada deve ser projetada automaticamente sobre um mundo que deixou de funcionar como o mundo que a produziu.
Ou:
[Estatística_{Passado}+Mesmo\ Sistema\RightarrowValor\ Preditivo]
Mas:
[Estatística_{Passado}+Novo\ Sistema\not\RightarrowMesma\ Probabilidade]
UNIDADE 39 — A QUARTA REGRA-MÃE
O Mundo Numérico e o Mundo do Comportamento devem ser estudados separadamente e depois ligados causalmente.
O primeiro mede.
O segundo reage.
O comportamento produz ações.
As ações produzem novos números.
UNIDADE 40 — A QUINTA REGRA-MÃE
O extraordinário não deve ser projetado como ordinário sem demonstrar que ocorreu mudança de regime.
Temos:
[Extraordinário\rightarrowNormalização]
ou:
[Extraordinário\rightarrowNovo\ Regime]
EXEMPLO INTEGRADO
Considere um produto industrial.
Estado inicial
Produção:
[100]
Consumo:
[110]
Déficit periódico:
[110-100=10]
Estoque inicial:
[60]
Se tudo permanecer igual:
[Estoque_{t+1}=60-10=50]
Depois:
[40,\ 30,\ 20,\ 10,\ 0]
Primeira previsão
O sistema não consegue manter indefinidamente:
[Consumo=110]
[Produção=100]
com:
[Estoque=0]
Portanto, alguma coisa precisará mudar.
Mundo do comportamento
Compradores percebem o risco de falta.
Compulsão aumenta.
[C\uparrow]
Compras antecipadas aumentam.
[D\uparrow]
Preço sobe.
[P\uparrow]
Nova consequência
Preço maior aumenta lucro.
[P\uparrow\rightarrow L\uparrow]
Lucro maior atrai investimento.
[L\uparrow\rightarrow I\uparrow]
Investimento cria capacidade futura.
[I_t\rightarrow K_{t+n}\uparrow]
Oferta futura sobe.
[
O\uparrow
]
Escassez diminui.
[
E\downarrow
]
Preço pode começar a cair.
[
P\downarrow
]
Resultado
Não “adivinhamos” um número exato.
Reconstruímos uma sequência de estados possíveis e identificamos forças que restringem o futuro.
EXERCÍCIOS DE FIXAÇÃO
Exercício 1
Uma empresa consegue produzir no máximo 1.000 unidades mensais.
A demanda atual é de 1.200 unidades.
Não existe estoque.
Pergunta:
Qual é o invariante mais importante no curto prazo?
Resposta esperada:
A capacidade máxima de produção.
[
K=1000
]
Exercício 2
Um setor apresenta margem histórica entre 10% e 18%.
Durante uma crise de oferta, a margem chega a 50%.
Pergunta:
Podemos projetar 50% indefinidamente?
Resposta:
Não.
Primeiro precisamos verificar:
causa da margem excepcional;
duração da causa;
forças de normalização;
possibilidade de mudança estrutural.
Exercício 3
Compulsão:
[
C=80
]
Aversão:
[
A=75
]
Calcule saldo e tensão.
Resposta
[
S=C-A
]
[
S=80-75=5
]
[
T=C+A
]
[
T=80+75=155
]
Interpretação:
pequeno saldo comprador, porém enorme tensão comportamental.
Exercício 4
Um evento ocorreu 3 vezes em 300 observações comparáveis.
Calcule sua frequência.
[P(E)\approx\frac{3}{300}]
[P(E)\approx0,01]
Logo:
[P(E)\approx1%]
Pergunta seguinte:
Essa frequência pode ser usada para prever o futuro?
Somente se o sistema atual permanecer suficientemente semelhante ao sistema que produziu as 300 observações.
CONCLUSÃO GERAL
“Adivinhar o futuro” deixa de ser uma expressão misteriosa quando compreendemos que o futuro não precisa ser tratado como um ponto escondido que alguém tenta enxergar.
Ele pode ser tratado como um conjunto de possibilidades.
O presente contém:
fatos;
causas;
limites;
relações;
ritmos;
frequências;
estruturas;
comportamentos;
restrições.
Esses elementos não determinam necessariamente um único amanhã.
Mas impedem que todos os amanhãs sejam igualmente possíveis.
A tarefa da previsão é justamente descobrir essa diferença.
Podemos resumir todo o Estudo de Previsões em uma sequência:
OBSERVAR O PRESENTE
↓
DESCOBRIR AS CAUSAS
↓
ENCONTRAR OS INVARIANTES
↓
IDENTIFICAR AS RESTRIÇÕES
↓
COMPREENDER AS RELAÇÕES
↓
ANALISAR O COMPORTAMENTO
↓
TESTAR A PERMANÊNCIA DO SISTEMA
↓
ELIMINAR FUTUROS INCOMPATÍVEIS
↓
ATRIBUIR PROBABILIDADES AOS FUTUROS RESTANTES
↓
PREVER
Portanto:
Não se adivinha o futuro conhecendo aquilo que ainda não aconteceu. Aprende-se a prevê-lo compreendendo tão profundamente aquilo que já está acontecendo que o número de futuros possíveis começa a diminuir.
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